A partir da semana que vem, os policiais
começarão a utilizar os novos equipamentos para ronda, prisão e prevenção.
Após o fracasso de algumas armas violentas
e com alto potencial lesivo, como, por exemplo, as armas de fogo, armas teaser,
“arminha de espoleta” – esta última tentativa foi proibida após um senhor
assustar-se com seu barulho e os Diretos Humanos conseguirem assegurar o
direito do senhor não ser assustado por uma arma que pode matar de susto
– os policiais usarão armas d’água. O Secretário de Segurança foi questionado
sobre o perigo de se atirar a água nos olhos de alguém, mas advertiu que os
policiais estão sendo treinados para atirarem somente nas pernas, desde que as
calças e o sapato do indivíduo não sejam de elevado valor.
Alguns militares, reacionários e
arcaicos, questionaram a eficiência da arma d’água para conter multidões, uma
vez que as bombas de efeito moral foram extintas há 3 semanas com a
justificativa de que é desumano atirar bombas contra a moral de alguém. Contudo,
o Estado já garantiu uma alternativa às bombas de efeito moral: A bexiga
d’água. Esta será usada para controlar brigar de torcidas, saques, protestos
violentos e coisas do tipo. O Estado disse, ainda, que, como a bexiga d’água é
inusitada, é provável que a multidão fora de controle, ao se deparar com as
bexigas d’água, acharão divertido e cessarão a violência.
Numa última tentativa de encontrar
problemas na solução pacífica encontrada pelo Estado, os mesmos policiais
reacionários e arcaicos pediram a volta das algemas – extinta há 2 anos. A resposta Estatal foi breve e perfeita. “Não
há razão para o uso de algemas, aquele instrumento de tortura” – ponderou o
Estado – “todos sabemos que o diálogo é o melhor caminho. Caso o Policial
encontre alguma pequena dificuldade, ele poderá dialogar com o sujeito
socialmente prejudicado para que possam, em comum acordo, numa última e
desesperada alternativa, irem à Delegacia” – conclui o a Entidade Estatal.
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