terça-feira, 29 de maio de 2012

Policias receberão novo kit de armamento


A partir da semana que vem, os policiais começarão a utilizar os novos equipamentos para ronda, prisão e prevenção.

Após o fracasso de algumas armas violentas e com alto potencial lesivo, como, por exemplo, as armas de fogo, armas teaser, “arminha de espoleta” – esta última tentativa foi proibida após um senhor assustar-se com seu barulho e os Diretos Humanos conseguirem assegurar o direito do senhor não ser assustado por uma arma que pode matar de susto – os policiais usarão armas d’água. O Secretário de Segurança foi questionado sobre o perigo de se atirar a água nos olhos de alguém, mas advertiu que os policiais estão sendo treinados para atirarem somente nas pernas, desde que as calças e o sapato do indivíduo não sejam de elevado valor.

Alguns militares, reacionários e arcaicos, questionaram a eficiência da arma d’água para conter multidões, uma vez que as bombas de efeito moral foram extintas há 3 semanas com a justificativa de que é desumano atirar bombas contra a moral de alguém. Contudo, o Estado já garantiu uma alternativa às bombas de efeito moral: A bexiga d’água. Esta será usada para controlar brigar de torcidas, saques, protestos violentos e coisas do tipo. O Estado disse, ainda, que, como a bexiga d’água é inusitada, é provável que a multidão fora de controle, ao se deparar com as bexigas d’água, acharão divertido e cessarão a violência.

Numa última tentativa de encontrar problemas na solução pacífica encontrada pelo Estado, os mesmos policiais reacionários e arcaicos pediram a volta das algemas – extinta há 2 anos.  A resposta Estatal foi breve e perfeita. “Não há razão para o uso de algemas, aquele instrumento de tortura” – ponderou o Estado – “todos sabemos que o diálogo é o melhor caminho. Caso o Policial encontre alguma pequena dificuldade, ele poderá dialogar com o sujeito socialmente prejudicado para que possam, em comum acordo, numa última e desesperada alternativa, irem à Delegacia” – conclui o a Entidade Estatal. 


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