terça-feira, 11 de setembro de 2012

Escolas do Ensino Médio passarão a ter berçário


Por meio do Decreto de Poder 265, o Estado passará a sugerir de maneira coerciva que as escolas do Ensino Médio mantenham um berçário à disposição das alunas no horário de aula. Os berçários deverão contar com local adequado para o bebê descansar, “fraldário”, ambiente climatizado e babás de plantão. A medida, segundo nota publicada pelo Estado, visa dar amparo às mães adolescentes que, vitimadas por uma sociedade ainda injusta, foram forçadas a engravidarem ainda na adolescência .

Nosso jornal teve acesso ao porta-voz oficial do Estado, que informou-nos que, de início, a medida será aplicada apenas nas escolas do Ensino Médio, com a intenção de testar a medida e aperfeiçoá-la para, mais tarde, estender os berçários às escolas de Ensino Fundamental. Ainda segundo o porta-voz oficial, a implantação dos berçários nas escolas infantis requer mais cautela, mas faz-se necessária após a descriminalização da pedofilia, que proporcionou um aumento considerável na gravidez infantil. – Com a descriminalização da pedofilia, a sociedade obteve um grande avanço – disse o porta-voz oficial – pois deixamos de considerar criminoso aquele que apenas amava, e não podemos retroceder abandonando da tutela estatal os filhos das crianças.

Maria do Sofrimento, professora na Rede Estatal de Ensino, disse que apoia a decisão. Segunda a professora, as garotas poderão levar os bebês para a escola e acompanhar as aulas. – Antigamente, as meninas precisavam ficar em casa para cuidar dos filhos. Agora poderão trazer os bebês e colocar os estudos em dia. Mas eu fico com dó mesmo é das mães-crianças e espero que essa medida as alcance logo – disse.

Ainda sobre a justificativa da medida, nosso jornal teve acesso ao documento na íntegra e transcreverá a parte mais interessante: “[...] as escolas do Ensino Médio passarão a ter os Berçários Educativos, medida complementar do programa Mamãe Adolescente e Feliz. As adolescentes, por causa de um estado de coisas ainda opressor e discriminatório, acabam vitimadas pela falta de informação que lhes é imposta, ocasionando a gravidez na adolescência. Atendendo à Constituição Estatal, no que diz respeito à tutela absoluta à vida da coletividade, vemos a medida como necessária e eficaz.”

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