Nesta segunda-feira o Sindicato dos Matadores de
Aluguel decretou greve em todo o país. A medida foi apoiada por diversos
movimentos sociais e pela CUT, que se comprometeu a patrocinar as passeatas.
Nosso jornal conseguiu falar com um dos líderes da
greve. O líder afirmou que a greve se deu pelo fato de o Estado estar
dificultando o trabalho dele e dos colegas. – O trabalho de matador de aluguel
não é fácil. Corremos riscos toda vez que aceitamos um trabalho. – alertou o
líder – Todos sabem que, mesmo com a legalização e regulamentação de nossa
profissão, uma das mais antigas do mundo, diga-se de passagem, ainda é
permitida a prisão do matador, desde que ele cometa o erro de ser identificado –
concluiu.
Os matadores queixam-se de que o perfil das pessoas a
assassinar é quase zero. Um dos grevistas disse estar muito triste. Ele afirma
que antigamente a quantidade de perfis para matar era imensa, mas com as leis
de homofobia, preconceito racial, mulhercídio,
entre outros, o perfil das pessoas a serem mortas limitou-se a homens
brancos, cristãos e heterossexuais. – Em pouco tempo, se quisermos trabalhar de acordo
com a lei, só poderemos matar as pessoas em estado gestante – brincou o
grevista.
Segundo os grevistas, tornou-se demasiadamente
arriscado matar qualquer pessoa que não se encaixe no perfil descrito, pois, se
forem presos, as penas serão altas demais e eles podem até, pasmem, perder a
licença de matador. Caso isto ocorra, seus dependentes ficarão jogados à sorte
sem o arrimo de família.
Nenhum comentário:
Postar um comentário