segunda-feira, 4 de junho de 2012

Matadores de aluguel entram em greve


Nesta segunda-feira o Sindicato dos Matadores de Aluguel decretou greve em todo o país. A medida foi apoiada por diversos movimentos sociais e pela CUT, que se comprometeu a patrocinar as passeatas.

Nosso jornal conseguiu falar com um dos líderes da greve. O líder afirmou que a greve se deu pelo fato de o Estado estar dificultando o trabalho dele e dos colegas. – O trabalho de matador de aluguel não é fácil. Corremos riscos toda vez que aceitamos um trabalho. – alertou o líder – Todos sabem que, mesmo com a legalização e regulamentação de nossa profissão, uma das mais antigas do mundo, diga-se de passagem, ainda é permitida a prisão do matador, desde que ele cometa o erro de ser identificado – concluiu.

Os matadores queixam-se de que o perfil das pessoas a assassinar é quase zero. Um dos grevistas disse estar muito triste. Ele afirma que antigamente a quantidade de perfis para matar era imensa, mas com as leis de homofobia, preconceito racial, mulhercídio, entre outros, o perfil das pessoas a serem mortas limitou-se a homens brancos, cristãos e heterossexuais. – Em pouco tempo, se quisermos trabalhar de acordo com a lei, só poderemos matar as pessoas em estado gestante – brincou o grevista.

Segundo os grevistas, tornou-se demasiadamente arriscado matar qualquer pessoa que não se encaixe no perfil descrito, pois, se forem presos, as penas serão altas demais e eles podem até, pasmem, perder a licença de matador. Caso isto ocorra, seus dependentes ficarão jogados à sorte sem o arrimo de família. 

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